Mas a verdade é que nenhuma iniciação ocorre de forma externa ao ser que passa pela ritualística. Quando passamos a fazer parte de uma tradição, se faz necessário que o indivíduo seja apresentado para as mais diversas ferramentas utilizadas pela tradição, e que se sinta acolhido na tradição. Para isto serve a iniciação, o indivíduo será apresentado aos símbolos que a compõem, suas regras e fundamentos que deve ser respeitada. Mas verdade seja dita nenhuma ritualística poderá reproduzir a verdadeira iniciação interna.
Enquanto vemos o mestre externo que nos transmite a iniciação, é nosso espírito que transmite a verdadeira interpretação oculta dos símbolos que nos são apresentados. O homem nós transmite o conhecimento iniciático, mas são os Deuses que realmente nós iniciam em seus mistérios, caso contrário teríamos conhecimentos humanos apenas e a essência espiritual do saber iniciático seria vazio. Afinal, quem iniciou o primeiro iniciado?
O mestre existe portanto, para perpetuar um conhecimento que lhe foi apresentado pelos Deuses, sendo um portador do conhecimento. Mas não deve se exaltar com isso, pois todo seu poder provém da divindade que o confiou.
Quando um iniciado se declara detentor de uma tradição, ele se declara pertencente a uma energia divina que monta ao início daquela tradição, no entanto, não pode ser superior a nenhuma outra tradição. Sendo todas essenciais para o desenvolvimento e evolução da humanidade. Quanto a validade iniciática, podemos dizer que ela está atrelada a sua utilidade para a humanidade, se o seu conhecimento não puder ser utilizado pelos iniciados para auxiliar aos que deles necessitam, sendo guardado e sem uso, perderá a validade e o iniciado perderá seu direito de exercer a iniciação e os poderes por ela concedido. Talvez este não seja sua forma de ver esta questão, mas no momento está é a minha visão pessoal sobre o assunto. Ao menos até a próxima transformação filosófica.
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